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Ternura * Tenderness

Todos os domingos vamos à missa da comunidade Jesuíta no Porto que agora tem a sua celebração na Igreja de Cedofeita. Aí, tal como já acontecia nas Instalações do CREU, todos os domingos e alternadamente, um casal faz baby-sitting das crianças cujos Pais assim o desejarem até ao ofertório. Orgulho-me de fazer parte desse grupo de casais e aguardo a chegada de dia 23 de Dezembro pela minha próxima vez.
Podem talvez pensar que não é nada de especial mas de facto e por experiência própria sei quão bem aqueles 30 minutos de introspecção e silêncio fazem bem aos Pais muitas vezes sem tempo nenhum para si. É assim que encaro este serviço que prestamos: a oferta de uns minutos de Paz e silêncio com Deus na sua casa.
Mas o que não deixa de me trazer lágrimas aos olhos (eu sou muito piegas), domingo após domingo, é a ternura dos olhos de cada Pai que vê o seu filho percorrer o corredor central até ao altar para entregar o seu desenho ou projecto realizado ao celebrante. Não deixo de me emocionar com as mães ajoelhadas e de braços estendidos à espera dos seus pequeninos. São momentos inigualáveis de ternura. E é tão bom poder testemunhar esses momentos.
Tal como quando vamos à escola buscar as crianças e nos baixamos para receber aquele abraço forte com que quase sempre nos recebem!
Ainda hoje, ao ver qualquer filme, me emociono com estas demonstrações de ternura entre pais e filhos. E falando já com a experiência de quem tem um filho de 16 anos e apesar de parecer que estes momentos se desvanecem com os anos, a verdade é que ainda hoje consigo, nem que seja em pequenos segundos, ter estes momentos de ternura com os mais velhos cá de casa.
Porque no fim de contas ser Mãe é isso mesmo: viver para aqueles segundos de ternura em que não existe mais nada no mundo senão eu e ele! No meu caso multiplicado por quatro sabe mesmo bem!

Every Sunday we go to mass at the Jesuit community in Porto, that now has it’s celebration at another parish. There, as it happened on the space we were before, every Sunday and taking turns, a couple babysits the children of the parents who wish so, until after the lectures. I am proud to make part of this group of couples and I wait for my next turn on the 23rd of December!
You may think this is nothing much but in fact and speaking by self-experience, those 30 minutes of introspection and silence are a true blessing for many adults who in general don’t have a minute ever for themselves. This is how I face this service we give: the offer of some minutes of Peace and Silence with God in His house.
But what doesn’t seize to bring tears to my eyes ( I am a crying baby), Sunday after Sunday, is the tenderness in the parents eyes when they see their child or children walking along the main aisle to the altar to give their drawing or project to the priest. I get overwhelmed by the kneeling mothers with stretched arms waiting for their child to come to them. These are true moments of tenderness. And it is so good to be able to witness these moments.
Just like when we go to school to pick them up and we bend over for that big hug they give us almost every single time!
Even today I normally weep when I see a movie where these demonstrations between parents and children are shown. And even from my experience as a mother of a 16 year old and in spite the fact that these moments do fade with time, the truth is that even today, even if only for brief seconds, I can still get some of these tender moments with the older boys around the house.
Because after all being a Mother is exactly that: live for those seconds of tenderness where nothing else in the world exists except me and my child! And in my case multiplied by four it feels really good!

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